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Shiva – 100 dias na Vida de uma Cortesã

SNB-10

2º Dia

 

Terça-feira.
01:47 horas.
A campainha tocou. Era o Sr. S, uma individualidade política bastante conhecida e que a visitava de quinze em quinze dias. O motorista esperava-o lá em baixo, na rua das traseiras, onde a viatura não seria reconhecida com facilidade pelos paparazzi. Principalmente agora que era um dos candidatos a um dos cargos mais importantes do país. Já bastava toda a polémica que o havia envolvido em outras questões políticas do seu partido e, Shiva, que primava pela discrição, fazia os possíveis por manter essa condição e essa sua qualidade. Até porque como homem considerado como grande mulherengo e bastante falado nas capas de revistas, havia que guardar segredo sobre as suas visitas e seus fetiches.
Ele havia confessado algumas vezes que gostaria de a ver com outra mulher e um homem. Gostaria ele mesmo de ser um dos intervenientes, mas devido ao receio de a situação ser trazida às primeiras páginas dos jornais ávidos por escândalos, havia afastado tal hipótese, desejando apenas assistir e ter prazer desse modo.
E aquele era o dia marcado para a realização dessa sua fantasia.
Shiva havia combinado com uma das jovens da casa da Madame Ludmilla e com um dos seus habituais clientes com quem tinha já partilhado algumas noites assim, essa sessão de sexo. Na verdade, era ela quem ficava a ganhar, pois nem o interveniente, Sr. T, nem Laila, tinham conhecimento que no quarto ao lado, uma quarta pessoa estaria presente naquele ménage. Assim, acabaria por ser mais um serviço ao Sr. T, e ainda o serviço ao Sr. S. Nada mal para apenas um serviço, recebê-lo em duplicado. Teria a noite ganha e poderia aproveitar para descansar mais cedo.
O Sr. S entrou no apartamento e Shiva encaminhou-o de imediato para uma salinha com uma porta em vidro fumado, pelo qual ele poderia observar o que iria decorrer no quarto ao lado, sem que ninguém se apercebesse o que estava atrás daquele espelho rectangular que partia do chão quase até ao tecto. Ninguém desconfiaria de nada.
Serviu-lhe o seu habitual whisky malte, puro e deixou-o só, recostado no cadeirão em frente à porta de vidro/espelho.
Não decorreram mais do que dez minutos, até chegar Laila, pois Shiva tinha pedido para estar cerca das 2h. Pontual, a jovem Laila entrou, bamboleando as ancas arredondadas, o corpo sinuoso coberto com um vestido de cor azul, fazendo realçar os seus olhos da mesma cor, os cachos loiros apanhados no alto da cabeça e uma maquilhagem discreta. Laila, trabalhava na casa de Madame Ludmilla quase desde que havia chegado a Lisboa, há cerca de dois anos, para ingressar no ensino superior. Perante a dificuldade em encontrar um emprego para prover ao seu sustento e lhe permitisse ir às aulas e estudar, fizeram com que num dia mais desesperada, acabasse por ceder aos convites de uma outra jovem, sua colega de curso, para conhecer Madame Ludmilla. Daí até começar a trabalhar desta forma, não demorou mais que uma semana e alguns dias quase sem comer. Tinha apenas 20 anos na altura, e continuaria a vender o corpo enquanto não tivesse a certeza absoluta que ao largá-la não voltaria a ela.
Era a terceira vez que vinha ao apartamento de Shiva, para satisfazer fantasias de algum cliente desta. Conhecia Shiva desde que conhecia Madame Ludmilla e não deixava de admirar esta mulher que amava o que fazia, demonstrando o prazer que sentia. E ali estava mais uma vez, para proporcionar umas horas de prazer a um cliente de Shiva.
Conversaram um pouco e Shiva colocou-a a par das particularidades e gostos do Sr. T. Sentaram-se no sofá de dois lugares, num canto do quarto, viradas para a parede, atrás da qual se encontrava o Sr. S, que ía apreciando as formas e Laila, enquanto o desejo e antecipação pelo que se iria passar lhe invadiam o corpo e concentrando-se no membro que já dava alguns sinais de excitação.

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Mais alguns minutos passaram e a campainha tocou de novo. Era o Sr. S que chegava. Entrou e cumprimentou Shiva que o encaminhou para Laila, apresentando-a e deixando-o embevecido com a bela ninfa. Entregou-lhe um copo de gin com gelo, como ele gostava e ajudou-o a despir o casaco.
Sentaram-se os três no sofá, Laila ao lado do Sr. T, Shiva sentada numa das suas pernas, e conversavam sobre pequenas banalidades. Na realidade, apenas prolongavam o início do jogo erótico. Mas, Shiva não demorou muito mais para começar a beijá-lo no pescoço, fazendo deslizar os dedos pela abertura da camisa onde se notava a pele morena. Laila, ao ver o avanço de Shiva que levava o Sr. T a fechar os olhos, aproveitou para o beijar na orelha, deslizando a língua também pelo seu pescoço, enquanto a mão direita avançava para o volume entre as pernas, denunciando um membro excitado.
Acariciou-o, esfregando a carne masculina por cima do tecido.
O Sr. T, excitado, deixou-se recostar no sofá, enquanto metia uma mão entre as pernas de Shiva, descobrindo a pele sedosa, já sua conhecida e a humidade que se fazia notar na pequena cuequinha.
Baixou a cabeça e começou a beijar os seios de Shiva, olhando de soslaio para Laila. Desejava aquela mulher com aspecto de adolescente. Queria fazê-la sua, penetrá-la e vê-la envolvida no corpo de Shiva.
Fê-las parar as carícias e Shiva, entendendo, ergueu-se, fez um sinal a Laila com a cabeça e puxaram pelo Sr. T, encaminhando-se para a cama enorme que ocupava a divisão.
Shiva, virando-se para a parede do espelho, pediu a Laila que a ajudasse a despir, ao que esta prontamente obedeceu. Trocaram um beijo, enquanto Shiva olhava de relance para o espelho. Virou Laila de frente para ele, sabendo que o Sr. S, estava a seguir todos os pormenores e foi despindo Laila e beijando-a por todo o corpo. Pelo espelho trocava olhares com o Sr. T que se despia rapidamente, desejoso de sentir os dois corpos femininos juntos do seu.
Cada gesto foi calculado por Shiva, cada carícia pretendia dar prazer ao Sr. T, a Laila e ao Sr. S. Mas, acima de tudo, ela retirava todo o prazer do que fazia.
Excitava-se sobremaneira com toda a situação em que estava envolvida.
Foram três horas de puro prazer, tesão, de penetrações, gritos, orgasmos. Sentia-se como feita em geleia, ao sabor do prazer que comandava e dominava. Mas também sentia.
A noite terminou com um belo ganho: prazer físico e financeiro.

© Sutra

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Sutra, autora do Contos Secretos, site, blog, diário, contos, histórias reais e ficção.

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